MT: Combustível gasto pelos deputados estaduais em 2015 daria para 232 voltas na Terra

G1MT - O combustível que foi usado por veículos oficiais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possibilitaria 232 voltas no planeta Terra. A constatação foi feita pelo Ministério Público de Contas, que descobriu que os veículos usaram mais de um milhão de litros de combustível em 2015.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou, por unanimidade, que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso faça uma tomada de contas especial. O órgão deve apresentar uma análise mais detalhada e aprofundada do uso da frota de veículos e os gastos com combustível durante o ano de 2015. A assembleia tem 30 dias para instaurar o procedimento e após a abertura 120 dias para apresentar uma nova prestação de contas referente a esses gastos.

Os 24 deputados têm à disposição uma frota com aproximadamente 300 carros. De acordo com a prestação de contas apresentada pela Assembleia Legislativa, os veículos oficiais teriam utilizado 1.162,654 de litros de combustível no ano passado. O Ministério Público de Contas tem dúvidas sobre essa despesa dos parlamentares.

“O consumo de combustível realizado pela sistemática de tíquetes ao longo de 2015 se mostrou muito excessivo. E todo esse volume rodado, só para se ter uma ideia, corresponde a 232 voltas na Terra”, afirmou o procurador-geral de contas, Gustavo Deschamps.

O problema no controle dos gastos com combustível foi identificado pelo TCE em 2011. Foi determinado para a assembleia que o sistema de tíquetes fosse substituído por um modo informatizado, com mais domínio sobre a despesa. Mas a mudança só aconteceu no fim de 2015.

“Reconhecemos que a ALMT tem buscado melhorar o seu sistema de controle e atendeu sim a uma decisão do Tribunal de Contas, mas não podemos deixar também de analisar um eventual gasto excessivo na sistemática anterior”, declarou o procurador-geral.

Se os gestores tiverem as contas julgadas irregulares poderão ter que devolver o dinheiro aos cofres públicos, e ainda pagar multa. O processo pode ser remetido para Ministério Público Estadual para que se mova ação contra os responsáveis.

“A partir dessa tomada de contas, a ALMT está ciente e se manifestará e tentará justificar o consumo e o gasto de combustível”, disse o procurador da ALMT, Grhegory Maia.

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