Carta e flores enviadas a médicos e enfermeiros comove equipe de hospital


Gazeta Online - O gesto de agradecimento de uma família de Domingos Martins emocionou os profissionais do Hospital Infantil de Vitória (ES). Sete meses depois do enteado de 11 anos ter alta da instituição, o professor Wagner Lucena voltou ao hospital nesta terça-feira (27) com flores, chocolate e uma carta comovente.

"São todos super-heróis que salvaram a vida dele e que salvam de várias outras crianças. O risco de morte para ele era muito alto, ele ficou quatro dias entubado. É um orgulho para o Estado ter profissionais médicos tão capacitados", afirma o professor.

Kaíke Vítor Prata Lima ficou 15 dias internado em isolamento no Hospital Infantil, com suspeita de meningite. Ele foi transferido de Domingos Martins para Vitória após passar mal em casa com convulsões sucessivas e um quadro de insuficiência respiratória, chegando a sofrer parada cardíaca.


Na carta entregue, o professor agradeceu aos profissionais do hospital, desde os seguranças e faxineiros aos médicos e enfermeiros, pelo carinho, atenção e disponibilidade em ajudar os pacientes e familiares que acompanham os doentes.

Ele voltou ao hospital para marcar uma consulta de acompanhamento para o enteado e deixou rosas e chocolates com a assistente social do hospital para distribuir aos funcionários. O diagnóstico de meningite não se confirmou e os médicos acreditam que ele tenha reação alérgica a um medicamento controlado que tomava.

"Apesar de todas as dificuldades de estrutura, os profissionais são excelentes e muito humanos. Não ficamos nem dez minutos sem ter alguém do lado, acompanhando a criança e perguntando se a gente precisava de alguma coisa. Sou professor e sei o quanto um funcionário público sofre com salário baixo, estrutura precária. E eles sempre atenciosos com todo mundo", conta o professor.

Um dos momentos mais emocionantes do texto é quando Wagner relata o momento em que a criança acorda na sala de isolamento após passar quatro dias em coma induzido. Assim que menino acordou, o padrasto apontou para os enfermeiros e disse para o enteado que os profissionais do hospital eram verdadeiros super-heróis.

"Respondi para você que NÃO (sobre a existência de super-heróis)! Papai estava errado ... Está vendo aquelas pessoas de branco ali do lado de fora? Então, são todos super-heróis, trabalhando aqui, salvando vidas como fizeram com você", relembrou o professor na carta, contando que a criança começou a chorar e entendeu a importância dos profissionais do hospital.

A diretora-técnica do Hospital Infantil, Rachel Lacourt Costa, contou que os funcionários da instituição ficaram emocionados com a lembrança da família.

"O conteúdo da carta é muito gratificante. Sempre trabalhamos da forma correta, mas existe uma tendência das pessoas se manifestarem somente quando tem alguma reclamação para fazer. Receber um elogio desses é incentivador e faz a diferença", comenta a diretora.

Leia a íntegra da carta:


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