Mulher mata marido, esconde o corpo em caixão no quarto e alega legítima defesa



Gazeta Online - A mulher acusada de matar o próprio marido, o missionário Elias Costa, 44 anos, e esconder o corpo dele dentro de um caixão improvisado, em Pinheiros (ES), se apresentou na delegacia da cidade, na tarde desta segunda-feira (26). Acompanhada de um advogado, Ana Paula Gonçalves dos Santos, 35, confessou o crime à Polícia Civil, mas alegou legítima defesa.

De acordo com a polícia, no interrogatório, a mulher disse que o casal teve uma briga no dia 16 de dezembro, por volta das 23 horas. Para se defender de uma agressão física, empurrou Elias, que se desequilibrou e acabou caindo e batendo com a cabeça em um móvel da sala.

A mulher afirmou ainda que, após constatar que Elias estava morto, resolveu colocá-lo dentro de uma caixa de madeira que havia em um cômodo da casa. Após três dias, percebeu que o corpo apresentava mau cheiro. Para não chamar a atenção de vizinhos, jogou cal sobre o corpo e usou espumas para vedar a janela e a porta do cômodo, para evitar que o cheiro se espalhasse pela vizinhança.

Neste domingo (25), após saber que um vizinho já estava desconfiado do sumiço de Elias e de que algo errado havia na residência, fugiu de madrugada para a cidade de Nanuque, em Minas Gerais, onde estava escondida.

Entretanto, segundo o delegado responsável pelo caso, Dair Oliveira Júnior, a versão da acusada contradiz com alguns pontos das investigações, que estão bastante avançadas e indicam uma suposta premeditação do crime.

"Um dos pontos divergentes do depoimento da acusada é o fato dela ter dito que a vítima morreu após bater com a cabeça no móvel, porém o laudo cadavérico indicou que não houve qualquer trauma ou lesão no corpo, o que aumenta a possibilidade de um suposto envenenamento, já ventilado nas investigações".

Segundo a Polícia Civil, a acusada disse ainda que constantemente era agredida e ameaçada de morte por Elias, mas esses fatos nunca chegaram ao conhecimento da polícia, pois não foram encontrados boletins policiais relatando tais agressões. O casal convivia junto há cerca de dois anos e não tinha filhos.

Acusada foi liberada

O delegado responsável pelo caso, Dair Oliveira Júnior, informou que, após prestar esclarecimentos, a acusada foi liberada por não estar em flagrante delito, conforme previsto na legislação. O caso deverá ser encerrado dentro de 48 horas e encaminhado à Justiça.

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