Policiais militares arriscam a vida para salvar adolescente eletrocutado em Mato Grosso


HojeNews com Assessoria - A missão do policial militar de servir e proteger, mesmo com a própria vida, foi mais uma vez colocada em prática na quarta-feira (30/11), quando uma equipe de policiais do 25º Batalhão do Cristo Rei socorreu um garoto que estava sendo eletrocutado, ao sofrer uma descarga da rede pública de energia.

Max dos Santos Aguiar, que é estudante da Escola Estadual Ferreira Mendes, no Cristo Rei, voltava da aula, quando foi atingido por um cabo de energia, na Avenida Paes Barreto, esquina com Frei Salvador.


Ele conta que nem teve ideia do risco, quando passou correndo pelo local sob forte chuva. “Eu vi os policiais, mas não sabia que tava (sic) acontecendo. Tava (sic) correndo da chuva, querendo chegar em casa logo”, disse o garoto, de apenas 14 anos.

Para a mãe de Max, a auxiliar de serviços gerais, Katia Sandra Maria dos Santos, que chegou a ver o filho sendo socorrido, a ação dos policiais foi um milagre. “Bem, tudo que queria era ver meu filho a salvo. E, graças a Deus, esses policiais conseguiram salvá-lo. Eu só tenho a agradecer a coragem deles. Vo (sic) ser eternamente agradecida”, relatou Katia.


A equipe policial era composta pelo tenente André Cardoso dos Santos, sargento Marcos Auto Pereira da Silva e soldado Douglas Rosendo Nunes Azevedo.

Segundo o tenente, a equipe foi acionada por um morador para atender uma ocorrência de queda de fiação pública e, ao chegar ao local, foi iniciado o procedimento para isolar a área, quando o garoto surgiu de repente.

“Estávamos posicionando as viaturas para fazer o isolamento, quando ele surgiu correndo. Ainda tentei abrir a porta do carro para impedir, mas não tempo”, disse o soldado.

Diante das circunstâncias, enfatizou o sargento, “não havia outra coisa, se não buscar uma maneira de salvar o estudante”.

O tenente contou que procuraram um material isolante para retirar Max do meio da correnteza que se formou entre a rua e calçada. “Pegamos uma vassoura, mas acabou quebrando, então tentamos puxá-lo pela mochila com uma corrente humana entre nós três. Aí sim, conseguimos teirá-lo dali”, explicou André.

Max conta que durante o socorro estava consciente, mas que sentia bastante dor em partes alternadas do corpo e que, por isso, não conseguia atender aos comandos dos policiais que, a todo o momento, pedia para ele segurar no cabo da vassoura.

Após o resgate, o garoto foi atendido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e levado, sob acompanhamento dos policiais, ao Pronto Socorro da cidade. Max ficou internado por quase 24 horas, já os policiais, passaram por avaliação médica e foram liberados.

Visto por muitos como heróis, os policiais salientaram que foi mais um ato de serviço. “Nós temos esse compromisso social. E quando vamos para uma ocorrência, não sabemos o que pode ocorrer, mas a missão é sempre fazer o que for possível para servir e proteger o cidadão. E naquela situação, jamais nos perdoaríamos se o garoto morresse sem que, antes, tentássemos salvá-lo”, enfatizou o tenente.

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