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Olhar Direto - Por atraso nos repasses do governo do estado, o Hospital Regional de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, atrasou o pagamento dos fornecedores e, com isso, foram suspensos nesta quarta-feira (18) os serviços de lavanderia e laboratório. A unidade não recebe repasses do estado há quatro meses. A promotora de Justiça Fernanda Pawelec afirma que está preocupada com as condições de higiene e o risco de infecções hospitalares.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) admite os atrasos e explica que os motivos são queda na arrecadação e também falha na documentação de fornecedores.

No ano passado, segundo ela, a 1ª Promotoria Cível de Sorriso já havia entrado com uma ação civil pública para que a Secretaria Estadual de Saúde pagasse as dívidas do hospital regional. "Em Juízo, foram bloqueados aproximadamente R$ 3 milhões, mas nós não conseguimos utilizar esses valores que estão bloqueados das contas do estado e o hospital continuou funcionando da forma que o gestores conseguiam levar", explicou.

A promotora disse ainda que o MPE vai investigar o motivo da situação ter chegado a esse ponto.

"Ontem [quarta-feira] chegou-se a uma situação caótica de paralisação total do laborário e da lavandeira do hospital, o que trouxe os gestores até a promotoria de Justiça para pedir socorro porque já não sabiam mais o que fazer para que o hospital continuasse funcionando", declarou a promotora.

Para tentar resolver o impasse, o Ministério Público Estadual (MPE) marcou uma audiência de conciliação para o próximo dia 25.

Com a audiência de conciliação marcada, a Secretaria Estadual de Saúde informou que começa a fazer os pagamentos dos débitos com os fornecedores do Hospital Regional de Sorriso nesta quinta-feira (19).

Deve ser priorizado o pagamento de empresas que prestam serviços médicos, lavanderia hospitalar e outros considerados essenciais. Em seguida, serão pagos os outros fornecedores, como forma de garantir que não haja interrupção no atendimento.

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