Fortes embates marcam posse da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Sinop; Ícaro Severo critica falta de diálogo

Sinop em Foco - A seção para eleição da mesa diretora da câmara municipal de Sinop ocorreu neste domingo (01), presidida pelo vereador mais votado, Dilmair Calegaro (PSDB), secretariada pelo segundo mais votado Ademir Bortoli (PMDB), sendo os demais cargos pela ordem de votação.

Não houve consenso dos lideres das bancadas partidárias, portanto abriu-se espaço para a inscrição de chapas, sendo apresentadas duas chapas conforme já estava previsto.

Joacir Testa (PDT) apresentou a chapa “Por Sinop” ressaltou que o grupo desejava uma mesa eclética, porém não aceitavam interferências do executivo no legislativo.

Ademir Bortoli (PMDB), assegurou que buscou uma chapa eclética, entretanto não se concretizou, apresentou a chapa “Unidos por Sinop”, Ademir Bortoli (PMDB) presidente, Leonardo Vizeira (PP) vice-presidente, Lindomar da Guida (PMDB) segundo vice-presidente, Billy Dal’Bosco (PR) secretario, Tony Lenon (PMDB) segundo secretario.

Como previsto a chapa de Ademir Bortoli “Unidos por Sinop” obteve os votos dos vereadores: Ademir Bortoli(PMDB), Leonardo Vizeira (PP), Lindomar Guida (PMDB), Billy Dal’Bosco (PR), Tony Lennon (PMDB), Joaninha (PMDB), Professora Branca (PR), Maria José (PMDB) e Fernando Brandão (PR).

A chapa de Dilmair Callegaro “Por Sinop” obteve 5 votos: Dilmair Callegaro (PSDB), Luciano Chitolina (PSDB), Adenilson Rocha (PSDB), Icaro Severo e Joacir Testa (PDT).

Não houve inscrição para disputa por cargo independente e Professor Hedwaldo se absteve de votar. No usa da tribuna “Não lancei meu nome a pedido do meu partido, vou respeitar minha base, porém não é coerente votar em quem me excluiu do processo. Aprendi a admirar os integrantes da outra chapa, foram muito coerentes, estou certo de que serão grandes vereadores”.

Terminado o processo de eleição da mesa diretora, o Presidente Admir Bortoli (PMDB) abriu a palavra aos parlamentares, cada um com 5 minutos para discurso e 2 minutos para as considerações. Momento que a tônica dos trabalhos já pode ser visto, discussões de alto nível.


Icaro Severo (PSDB) afirmou “Não tenho nada contra a mesa eleita, mas não aceito que o executivo interfira no legislativo, cada poder tem uma área de atuação independente. Não fui chamado para dialogar Sr. Presidente Ademir, nunca sentamos os 15 para compor uma mesa eclética.”

Tony Lennon (PMDB), retorna a casa após 4 anos, no mesmo estilo tumultuador, com seus bordões declarou “Nos não temos encontros pela madrugada, não resolvemos as coisas as escondidas, foi construído um acordo partidário, com as lideranças dos partidos, nos consultamos sim o líder do nosso partido”.

Tony deixa a entender que houve acordão sim, pois o acordo foi pelas lideranças partidárias. Quem seria o líder do PMDB? Seria o ex-prefeito Juarez Costa (PMDB)? O mesmo foi inúmeras vezes enaltecido pela bancada PMDB-PR nos trabalhos da noite.

No uso da tribuna Bortoli agravou ainda mais “Me comprometo a buscar consenso na eleição da próxima mesa, resolver o assunto entre os 15 vereadores”. A fala do parlamentar tira todas as duvidas que existe um jogo de cartas marcadas e realmente os vereadores foram excluídos da discussão.

Joacir Testa (PDT) ressaltou que o bloco PDT – PSDB, não é oposição, são vereadores por Sinop, “Nosso partido é Sinop, nosso interesse é defender o que é correto, o que a lei permitir e o povo desejar, sempre trabalhando democraticamente e com Transparência.” Na oportunidade pediu a participação da população na casa de leis.

A prefeita eleita não permaneceu ate o fim, alguns cogitam que a saída foi motivada pelo discurso de Icaro Severo, que teceu duras criticas a interferência do executivo no legislativo. Será que Rosana Martinelli não aguenta criticas, ou teria outro compromisso, visto que já sabia o resultado da eleição.

Hedwaldo Costa (PR), deixou um recado ao seu partido e a prefeita “Se os projetos que vierem a esta casa forem bom para Sinop, eu apoiarei, porem se os projetos forem prejudicias a população eu vou esquecer que sou da base aliada, esquecer que sou PR e defenderei o que é correto e bom para o povo.”

Rosana Martinelli (PR) enfrenta o desafio da gestão de continuidade, sofreu a rejeição da maior parcela da população nas urnas, agora enfrentará uma câmara de vereadores com conhecimento técnico que ao menos parcialmente, mostrou ouvir os anseios da população.

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