Prefeito Noboru diz que não suspendeu repasse à Guarda Mirim e quer aumentar número de entidades

O prefeito Noboru Tomiyoshi garante que a Prefeitura de Colíder não suspendeu os repasses à Guarda Mirim ou para qualquer outra entidade beneficiada com recursos públicos municipais. O objetivo, segundo o gestor, é democratizar a distribuição do dinheiro para que outras entidades também sejam atendidas.

“Na realidade, a gente já conversou [com o presidente da Guarda Mirim] por diversas vezes e nós estamos chegando a um acordo. Mas jamais foi falado que esse convênio com a Guarda Mirim seria cancelado. Muito pelo contrário: nós reafirmamos nosso compromisso, mas queremos, sim, refazer essas contas e fazer com que essa distribuição dentro de critérios justos e responsáveis”, disse.

Noboru também informa que o valor repassado através de convênios às entidades também será aumentado, passando dos R$ 318 mil em 2016 para cerca de R$ 450 mil em 2017, podendo chegar a R$ 500 mil. No ano passado, a Prefeitura repassou à Guarda Mirim 216 mil, à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) com R$ 122 mil e a Associação Vicente de Paula com R$ 44 mil.

O prefeito quer tornar a distribuição dos recursos dos convênios mais justa e fazer com que o volume de pessoas assistidas pelas entidades filantrópicas seja maior. Noboru também está incluindo outras duas entidades: a Casa da Sopa e a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis.

“Não queremos que falte para uma entidade para beneficiar com mais dinheiro a outra. E é desta forma que estamos dialogando com os presidentes das entidades para que a gente, dentro desse recurso disponível da Prefeitura, possa fazer uma distribuição melhor de forma que atenda as necessidades de cada uma. Reconhecemos a importância delas. Queremos ser parceiros. Mas também queremos fazer isso com responsabilidade”, justifica o prefeito.

Segundo ele, todas as entidades têm grande dependência desse repasse. “A Sociedade São Vicente de Paula tem uma despesa acima de R$ 920 mil, mas recebeu apenas R$ 44 mil em 2016. A Apae tem um gasto anual de R$ 430 mil e recebe só R$ 122 mil. E é essa diferença que estamos trabalhando para que possamos ser mais justos nesta distribuição”.

Noboru lembra ainda que, quando a Prefeitura faz os repasses, também cobra a prestação de contas. “A entidade tem por obrigação mostrar onde esse dinheiro está sendo aplicado. Então, mensalmente as entidades beneficiadas tem a obrigatoriedade de fazer a prestação mensal das contas”, ressalta.

Sobre a Guarda Mirim, Noboru acrescenta que reconhece a importância da entidade para Colíder. “Mas também reconhecemos a importância da Apae e nós sabemos da importância da Sociedade São Vicente de Paula. E é desta forma que estamos tratando esse assunto. Já tivemos várias reuniões aqui com as diretorias das entidades e também com o Assis [presidente da Guarda Mirim] para que a gente pudesse essa redistribuição melhor desse recurso”.

O prefeito de Colíder informa ainda que houve uma diminuição na arrecadação municipal, chegando a mais de R$ 1,5 milhão em janeiro. No entanto, Noboru afirma que essa queda não impedirá a ajuda às entidades filantrópicas.

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