Homem diz que matou amigo após ver mensagem de 'boa noite' no celular da mulher

G1MT - O homem de 31 anos, que foi preso na terça-feira (2) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após confessar ter atirado contra a mulher, de 39 anos, e o suposto amante dela, de 40 anos, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, disse à polícia ter cometido o crime porque desconfiava de um relacionamento extraconjugal entre os dois. O homem, de 40 anos, morreu. A mulher do suspeito foi internada em estado grave.

O caso é investigado pela delegada Liliane Diogo, da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Tangará da Serra. Ao G1, a delegada afirmou que, em depoimento à polícia de Jangada, onde foi detido, o suspeito, Micael Gonçalves Lima Loyola, disse que começou a desconfiar da suposta traição após ver uma mensagem de 'boa noite' no celular da mulher.

"Ele disse, durante o interrogatório, que acreditava que estava sendo traído e foi tirar satisfação com os dois. Ele afirmou que viu mensagens de 'boa noite' entre os dois e troca de ligações e desconfiava da traição, mas as vítimas não confirmaram. Ele disse que se exaltou e deu vários tiros em cada um", afirmou.

NA CASA DO AMIGO

Conforme a delegada, o crime ocorreu na casa do amigo do suspeito, para onde Micael se dirigiu, na companhia da mulher, para confrontar a vítima. Ele atirou no amigo, primeiro, que chegou a correr para fora da residência, mas acabou caindo e morrendo no local. Na sequência, ele atirou seis vezes contra a esposa e fugiu do local. A Polícia Civil aguarda a conclusão do exame de necropsia para saber por quantos tiros o amigo foi atingido.

Testemunhas já ouvidas pela polícia afirmaram que o casal já estava junto há algum tempo, mas que tinham se separado brevemente. "Eles teriam retomado o casamento há pouco mais de um ano, mas a relação parecia estável, segundo as testemunhas", disse a delegada.

Micael foi autuado em flagrante pela Polícia Civil de Jangada por homicídio qualificado e tentativa de feminicídio e foi encaminhado, em seguida, para a Cadeia Pública de Rosário Oeste, a 133 km da capital, onde deve permanecer à disposição da Justiça. A polícia comunicou o caso ao Juízo de Jangada, que deve analisar se o suspeito será solto ou se vai ser mantido preso.

"A nossa expectativa é de que, diante da confissão e da gravidade do crime, ele tenha a prisão convertida em preventiva. A partir daí, eu teria mais 10 dias para a conclusão do inquérito", afirmou.

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