Moradores bloqueiam rodovia para cobrar repasses para o Hospital Regional de Sorriso

Os moradores do município de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, bloquearam nesta quinta-feira (25) um trecho na BR-163, no perímetro urbano, para cobrar repasses atrasados para o Hospital Regional daquele município. De acordo com a direção da unidade, a dívida do estado com o hospital é de R$ 8 milhões. Segundo os organizadores, 4 mil pessoas participaram do ato.

O G1 procurou a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Os manifestantes vestiram roupas pretas simbolizando o luto pela saúde no município. Eles se reuniram em frente ao hospital e realizaram um abraço simbólica no prédio da unidade. Em caminhada, eles seguiram para o trecho da rodovia e bloquearam o trânsito por cerca de 1 hora.

Diretor chorou durante entrevista sobre a situação do Hospital Regional de Sorriso (Foto: Divulgação)

O vereador Fábio Gavasso, um dos organizadores do protesto, afirmou que o ato foi a maneira encontrada pela população para chamar a atenção do governo. “A saúde está um caos. Nos mobilizamos para que o governador possa olhar para os que mais precisam. Não tínhamos outra saída”, declarou.

Segundo ele, nos últimos dois dias a alimentação consumida pelos pacientes do hospital foi doado pelos moradores da cidade. “Nos reunimos e decidimos nos juntar esforços para não deixar o hospital parar”, afirmou.

Alguns serviços, como cirurgias, foram parcialmente suspensos desde março devido ao atraso no pagamento dos salários dos profissionais médicos.

Recentemente, o diretor clínico da unidade, Roberto Satoshi, chorou durante uma entrevista ao desabafar sobre a situação do hospital.

Com repasses atrasados, o hospital acumula muitas dívidas com os fornecedores. Para a empresa que presta serviços de lavanderia, por exemplo, a unidade deve R$ 874 mil.

Em dezembro, Satoshi registrou um boletim de ocorrência para denunciar a falta de remédios na unidade, além da falta de repasse do estado para os pagementos.

Segundo os organizadores do manifesto, o ato deve se repetir nas próximas semanas caso o pagamento não seja regularizado.

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