Moradores das comunidades Altônia, São Mateus e Santa Luzia sofrem com a violência e o vandalismo na região; Vereador Alencar Pereira cobra providências

A violência comum na cidade já se alastra pelas comunidades rurais de Colíder, até pouco tempo tidas como seguras e tranquilas. Um exemplo da falta de segurança são as localidades de Altônia, Pinheirinho, São Mateus e Santa Luzia, cujos moradores sofrem com o crescimento do vandalismo, do roubo e, até mesmo, dos assaltos.

Para cobrar providências e pedir o apoio dos vereadores, um grupo de moradores da região participou da sessão ordinária desta segunda-feira (30/05) da Câmara de Colíder. Segundo o vereador Alencar Pereira (DEM), as pessoas não aguentam mais esse estado de insegurança e enfatiza que somente a mobilização é capaz de pressionar as autoridades e cobrar uma atuação mais forte das forças policiais do município.


“A situação está trazendo intranquilidade a essas populações”, lamenta o vereador. “É quase toda noite. O pessoal não tem mais sossego naquela região devido à ação de vândalos e assaltantes. Os moradores estão pedindo apoio a nós vereadores. Querem que a gente faça algo por eles, porque todos estão à mercê desses marginais”.

ASSALTOS NOS FINS DE SEMANA

Érica Oliveira dos Santos, da comunidade Pinheirinho, usou a tribuna da Câmara de Colíder durante a sessão ordinária desta segunda-feira (29/05) para denunciar a insegurança. Há poucos dias, ela e a família foram vítimas de um assalto promovido por criminosos que invadiram a sua residência. 


“A gente está vivendo uma situação muito difícil. Entraram na minha casa, a gente foi rendida, inclusive dois bebês, e a gente quer ver o que pode ser feito por nós. A violência acontece em todos os finais de semana. A gente precisa que a polícia também esteja lá, fazendo ronda, principalmente das 17h às 20h30”, relata.

Segundo Érica, os crimes estariam sendo praticados principalmente por alguns frequentadores do rio Barra Funda. “Eu acho que tem que ser interditado, porque vai muito menor para lá, ficam a tarde toda e quando voltam os moradores de Altônia, São Mateus e Santa Luzia ficam à mercê deles. Põem arma na cabeça de criança, de todo mundo e a gente não pode fazer nada”, denuncia a moradora.


CRIANÇAS COM MEDO

Ela relata que as crianças que estudam na Escola São Mateus estão amedrontadas e não querem mais frequentar as aulas. “Chegam à noite em casa. Estão com medo. Não querem ir. Meu sobrinho está traumatizado. Se assusta com qualquer barulho de moto, já fica chorando. Diz que não vai à escola porque à noite o bandido pode estar esperando. Então a gente quer saber o que vocês [vereadores] podem fazer pela gente”.

Ela diz que os adolescentes costumam ficar parados em situação suspeita em frente às residências. A polícia é acionada, mas logo libera esses menores porque eles alegam que estão apenas parados ali. “Eu mesmo já fui assaltada, fui à Delegacia e reconheci o ladrão. Mas antes de chegar em casa o menor já estava na rua. A gente tem que tomar alguma providência”, acrescenta Érica.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara de Colíder




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