Por falta de repasse do governo de Mato Grosso, Hospital Regional de Sinop deixa de receber pacientes


G1MT - Por causa da falta de repasse por parte do governo de Mato Grosso, o Hospital Regional de Sinop, a 503 km de Cuiabá, deixou de receber pacientes de outras unidades desde a semana passada. Em nota, a prefeitura do município alertou para o risco de superlotação na única Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas da cidade.

A Secretaria de Saúde do estado (SES-MT) disse que os pagamentos ao hospital estão sendo feitos de maneira regular, com exceção dos processos que ainda não foram enviados à pasta e dos que estão sujeitos à auditoria. E admitiu que falta transferir R$ 1,4 milhão referente a abril deste ano e R$ 666,6 mil em relação ao ano passado.

Segundo a prefeitura de Sinop, o hospital enviou comunicado informando que a falta de pagamento por parte do estado deixou a unidade sem materiais, remédios, com superlotação e equipamentos sucateados. Por esses motivos, novas internações colocariam em risco os pacientes que já estão no hospital.

Conforme a Secretaria de Saúde de Sinop, o reflexo na UPA 24 horas foi de superlotação. Também já houve casos de pacientes que tiveram que ser encaminhados para atendimento médico em Lucas do Rio Verde e Cuiabá. A orientação da prefeitura é que a população procure as unidades básicas de saúde para atendimento inicial.

No Hospital Regional de Colíder, os médicos estão com as atividades paradas desde abril deste ano por falta de pagamento. Estão em atraso os repasses referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2016, e março e abril de 2017. Segundo a SES, os repasses serão regularizados.

Outro lado

A Fundação Comunitária de Sinop, que faz a gestão do hospital, cobra do estado R$ 13 milhões, disse a SES-MT. A pasta afirma que o montante é referente ao ano passado e diz respeito a diferenças pleiteadas pela fundação. Mas, para o pagamento, segundo a pasta, é preciso auditoria e prestação de contas desses valores, o que ainda não ocorreu.

A SES-MT criticou ainda a decisão do hospital de suspender as internações de novos pacientes. Nesta terça-feira (09), o diretor da fundação estará em Cuiabá para discutir a situação na SES-MT.

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