Após dar 'gravata' em PM e promover tumulto em hospital psiquiátrico, promotor é acusado de agredir adolescente e destratado conselheiras

O promotor Fábio Camilo da Silva, que foi afastado de suas funções após se envolver em uma série de confusões em Guarantã do Norte, está sendo acusado pelo Conselho Tutelar da cidade de agredir um adolescente de 17 anos e hostilizar duas conselheiras.

O caso aconteceu na última quinta-feira (29), antes do episódio em que ele foi filmado hostilizando e desacatando PMs, no sábado (1º), mas só veio à tona agora. Ele chegou a tirar e jogar no chão o gorro de um soldado.

Após o ocorrido, o promotor foi internado no Hospital Regional de Sinop, onde teve um novo surto.

Consta no BO que duas conselheiras tutelares foram até a Promotoria de Guarantã do Norte para falar com o promotor e lhe apresentar o adolescente, relatando que o pai não queria recebê-lo em casa.

Porém, ao invés de apresentar uma solução para o caso, o promotor teria se exaltado e e as tratou "com extrema truculência”, diz trecho do BO.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, o servidor “mandou o menor ligar para o pai, depois mandou as conselheiras calarem a boca, chamava o adolescente de ‘merda’ e ‘bosta’”, diz outro trecho.

As conselheiras ainda relataram que, em determinado momento, Fábio Camilo teria dado três tapas no adolescente – um no rosto e dois nas costas – dirigindo-se a ele com palavrões e o ameaçando.

Chegou a dizer que o “menor ia para o presídio e lá ia virar mulherzinha”.

As duas funcionárias do Conselho Tutelar relataram ter tentado intervir por várias vezes em favor do adolescente, mas o promotor mandou que ambas calassem a boca.

Após isso, o promotor ligou para a Polícia Militar e solicitou que uma viatura acompanhasse as conselheiras até a casa onde o menor mora, e que, se fosse possível “era para dar um 'esfrega' no pai do menor”.

Uma das conselheiras ainda tentou acionar a PM durante o episódio, mas Fábio teria tomado o celular de suas mãos e dito ao sargento que atendeu ao telefonema que a ocorrência não era importante.

Após o registro do B.O. na Delegacia da cidade, o caso agora será investigado pela Polícia Civil.

Fonte: MidiaNews




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