Portaria extingue escritório do Incra de Colíder; vereador Marquinhos protesta contra a decisão e convoca audiência pública para 21 de agosto

Convocada pelo vereador Marcos Aragão (Marquinhos – PSD), a Câmara Municipal realiza no dia 21 de agosto, às 19 horas, no auditório do Legislativo, uma audiência pública para discutir a portaria 426 do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que determina a extinção da unidade avançada de Colíder

Marquinhos também entregou ao presidente nacional do Incra, Leonardo Góes Silva, o ofício onde solicita que o instituto reveja a decisão, já que o escritório de Colíder abrange cerca 350 mil habitantes em 20 municípios da região. “Conversei em Brasília com o Leonardo Góes. E deixei esse documento com ele informando os problemas que a gente enfrenta com relação à reforma agrária na região de Colíder”.

A portaria nº 426, de 13 de julho de 2017, determina a extinção da Unidade Avançada de Colíder, “ficando suas atribuições transferidas para a Unidade Avançada de Peixoto de Azevedo, com sede localizada no município de Guarantã do Norte, devendo a Superintendência Regional do Estado de Mato Grosso adotar as providências necessárias à desativação definitiva das instalações da unidade a ser extinta”, e “criar a Unidade Avançada Noroeste de Mato Grosso, com sede no município de Colniza”.

DISTÂNCIAS MAIS LONGAS

Marquinhos ressalta que as famílias de pequenos agricultores de 53 projetos de assentamentos da região serão penalizadas, pois terão dificultado o acesso ao atendimento adequado do Incra, já que a unidade de Peixoto de Azevedo aumenta significativamente as distâncias em relação à maioria dos municípios.

“Para citar alguns exemplos, a unidade de Peixoto de Azevedo fica distante 111 km de Colíder, 198 km de Alta Floresta, 325 de Feliz Natal e 346 km de Nova Monte Verde, citando apenas alguns exemplos. Colíder fica em uma posição geográfica centralizada e de fácil acesso. Por isso, solicitamos a permanência do órgão em Colíder, onde funciona desde 1981”, pontua o vereador.

AUDIÊNCIA PÚBLICA

O parlamentar explica que somente a abertura de uma superintendência em Sinop justificaria o fechamento da unidade de Colíder. “Aí eu daria até os parabéns porque poderíamos resolver os nossos problemas fundiários aqui perto, sem ter que nos deslocarmos até Cuiabá. Por isso que eu estou propondo essa audiência pública”, diz.

Marquinhos relata ainda que o presidente nacional do Incra também se comprometeu a, temporariamente, manter um posto funcionando em Colíder e não transferir os funcionários locais para outras unidades. “Até apresentarmos uma justificativa. Por isso, o motivo da audiência do dia 21 de agosto para mostrarmos a importância da manutenção do Incra aqui em Colíder”, conclui o vereador.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara de Colíder


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