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Comunidade escolar de Colíder debate plano de educação de MT para os próximos 10 anos

Representantes dos educadores, pais e alunos das escolas estaduais e municipais de Colíder participaram na sexta-feira (20.10), nas dependências do Centro de Educação para Jovens e Adultos (Ceja), da etapa municipal da 2ª Conferência de Avaliação do Plano Estadual de Educação (Conapee 2017). O objetivo do debate foi analisar e propor adequações para Plano Estadual de Educação para os próximos 10 anos, de 2018 a 2028.

A vereadora Edina Martins (PT), presidente da subsede de Colíder do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Mato Grosso (Sintep) e representante da entidade na comissão organizadora municipal do evento, informa que o encontro propôs metas básicas para assegurar o plano de carreira para os profissionais da Educação Básica pública e a educação de qualidade para todos os estudantes do Estado.

“Tivemos o debate sobre o texto-base, com sete eixos muito importantes em defesa da educação pública, desde a educação infantil até o ensino superior. Em todas as modalidades nós tivemos representações nos eixos, onde os profissionais contribuíram com muita dedicação. Todas as escolas do campo também encaminharam seus representantes. Fizemos apontamentos importantes”, destaca Edina.


Também foram eleitos os delegados que irão representar o município na conferência estadual, entre 22 e 25 de novembro, em Cuiabá. “Foi eleita uma professora do campo, a Regiane, que trabalha na Escola Nova Galileia, eu também fui escolhida como representante dos trabalhadores, e o Cláudio Scalon, diretor do Ceja, representando os gestores. Vamos levar os encaminhamentos de Colíder para a etapa estadual do Conapee”, relata a vereadora do PT.

CRISE NA EDUCAÇÃO


A parlamentar lamenta o retrocesso que a educação brasileira e mato-grossense enfrenta ultimamente. “Vivemos uma situação muito complicada. Principalmente com relação à classe trabalhadora, onde muitas leis estão retirando seus direitos, além da falta de condições que são dadas aos professores, desde a estrutura até o transporte. Existe uma preocupação tremenda com a reforma do Ensino Médio e alguns pontos no Ensino Fundamental”.



Edina Martins também condena a ‘privatização’ da educação. “Está vindo muito forte aí. Em Colíder estamos cobrando o concurso para valorizar os profissionais da educação. Vários municípios já terceirizaram a contratação de professores. Também tem a questão da falta de materiais para professores e alunos. E gente vê muita dificuldade acontecendo na educação pública e que precisa ser enfrentada. A educação, hoje, está passando por uma situação muito crítica e, por isso, chamo a atenção para o envolvimento de todos nessa luta”, pontua.